"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

01
Jun 10

Ken Robinson:

No necesitamos cambios, necesitamos revolución

 

Ken Robison é conhecido de muitos pela fantástica apresentação em que defende que a Escola mata a Criatividade. (acabei de recolocar esse vídeo no blog)

 

Agora, deixo-vos com uma outra. Muito boa, também.

 

Otro gran problema está en el conformismo. Hemos construido un modelo educativo fastfood, estandarizado, cuando el mundo (más interconectado que nunca antes) es diverso y depende de múltiples circunstancias locales. Las consecuencias de ello en nuestras inteligencias son comparables a las de la comida fastfood en nuestros cuerpos.

 

 

 

Para legendas, clique na opção respectiva, dentro da caixa de vídeo (este tem apenas legendas em inglês)

 

Chegou por esta via, por sugestão do meu antigo chefe.

publicado por Ricardo Antunes às 12:02

29
Mai 10

...e mais sinais de que é possível.

 

Encontrei no blog Terrear outro (de vários) exemplo de conquistas neste território difícil.

 

Atenção ao destaque, dentro do destaque.

 

Ontem em Beiriz, com lideranças inspiradoras, a dedicação e profissionalismo de muitos professores, largas dezenas de alunos, centenas de pais: evidências claras e quentes de uma comunidade sempre em construção, numa noite de primavera.

 

Quando assim é, é um prazer, de facto...

 

Via Terrear

publicado por Ricardo Antunes às 16:33

26
Mai 10

Virei aqui, dentro em breve, dar-vos conta mais detalhada de uma "peregrinação" que ando a fazer pelo Distrito de Viseu.

É um trabalho de enorme prazer para mim, pela disponibilidade que vou encontrando nos muitos "locais de culto" (leia-se, ESCOLAS) visitados: de Cinfães a Campo de Besteiros, de Seia a Resende, de Nelas a Moimenta, de Santa Cruz da Trapa a Viseu, de Castro Daire a Vil de Soito, de Vouzela a Oliveira de Frades, de Mangualde a Lamego e a Ferreira d'Aves.

Estou a falar de sessões de formação pós-laboral, feita nas escolas, com centenas de profissionais a discutir abertamente e de forma muito calorosa, até horas impróprias... (impróprias especialmente para quem tem ainda muitos quilómetros para fazer, e no dia seguinte lá estará de novo, no seu posto!)

 

Nem tudo está perdido!

publicado por Ricardo Antunes às 23:49

18
Mai 10
Eliott Eisner, ajuda-nos a perceber o que podemos aprender com as artes sobre a educação, deixando 10 lições que as artes nos ensinam.
A minha colega Maria Figueiredo fez o favor de partilhar. E eu sigo o exemplo.
Apesar de todas serem muito interessantes, permitam-me que destaque a lição número 7: The arts teach students to think through and within a material.
Sou sempre sensível a estratégias que ensinem a pensar!
Vamos às lições:

1. The arts teach children to make good judgments about qualitative relationships.
Unlike much of the curriculum in which correct answers and rules prevail, in the arts, it is judgment rather than rules that prevail.

2. The arts teach children that problems can have more than one solution
and that questions can have more than one answer.

3. The arts celebrate multiple perspectives.
One of their large lessons is that there are many ways to see and interpret the world.

4. The arts teach children that in complex forms of problem solving
purposes are seldom fixed, but change with circumstance and opportunity.
Learning in the arts requires the ability and a willingness to surrender to the unanticipated possibilities of the work as it unfolds.

5. The arts make vivid the fact that neither words in their literal form nor numbers exhaust what we can know.
The limits of our language do not define the limits of our cognition.

6. The arts teach students that small differences can have large effects.
The arts traffic in subtleties.

7. The arts teach students to think through and within a material.
All art forms employ some means through which images become real.

8. The arts help children learn to say what cannot be said.
When children are invited to disclose what a work of art helps them feel, they must reach into their poetic capacities to find the words that will do the job.

9. The arts enable us to have experience we can have from no other source and through such experience to discover the range and variety of what we are capable of feeling.

10. The arts' position in the school curriculum symbolizes to the young what adults believe is important.


SOURCE: Eisner, E. (2002). The Arts and the Creation of Mind, In Chapter 4, What the Arts Teach and How It Shows. (pp. 70-92). Yale University Press.

Available from NAEA Publications. NAEA grants reprint permission for this excerpt from Ten Lessons with proper acknowledgment of its source and NAEA.

 

 

A um outro nível, também neste texto "Why Study the Liberal Arts?" se faz uma reflexão muito interessante sobre a relação entre Arte e Educação.

publicado por Ricardo Antunes às 22:24

12
Mai 10

 

Quando temos de fazer apresentações repetidamente, ao contrário do que seria de esperar, tendemos a diminuir a qualidade. Seja porque já temos a ideia de que dissemos algumas coisas muitas vezes, seja porque achamos que há pormenores que passam a importar menos, seja porque já não temos paciência para criar os mais interessantes materiais, seja lá pelo que for. Esta é a minha experiência. E isso leva-me a reflectir, neste momento, sobre a forma como tenho preparado algumas destas apresentações.
Se por um lado tendo a diminuir a quantidade de informação (e isso é bom sinal), por outro, gostava de poder manter uma qualidade de apresentação que seja, por si, motivo de interesse e motivação.
Felizmente não tenho a necessidade de apresentar muitos dados estatísticos; em contrapartida, tenho de apresentar dados linguísticos, que, para muitos, são tão ou mais aborrecidos do que as estatísticas.
Vejam como este senhor, Hans Rosling, apresenta os seus dados...
Brilhante! Percebe-se porque lhe chamam o Steve Jobs com sotaque sueco!
publicado por Ricardo Antunes às 23:41

11
Mai 10

Na noite de 24 para 25 de Abril fui, voluntariamente forçado pela minha filha de 6 anos, dormir com os livros.

Trata-se de uma iniciativa da Biblioteca Municipal Alexandre Alves, de Mangualde.

 

Experiência interessantíssima, especialmente para quem lida com a formação de professores de 1.º CEB.

Só faltou mesmo o dormir...pelo menos para alguns!

 

 

Acredito realmente que este tipo de iniciativas pode ajudar a criar uma nova geração de leitores. Mais interessada, mais descomplexada, menos académica. Nas palavras da Doutora Luísa Álvares Pereira, especialista em matéria de escrita, cria-se assim "uma relação amigável com o escrito", um à vontade semelhante ao que temos quando circulamos em nossa casa.

 

Posso dizê-lo sem receio: a minha filha lê hoje muito mais do que eu na idade dela!

 

Deixo o relato e as fotos.

 

 

No contexto da celebração do Dia Mundial do Livro, na noite de 24 para 25 de Abril, a Biblioteca Municipal realizou a 4ª edição da iniciativa “Dormir com Livros”. Dinamizada pela equipa da Biblioteca Municipal a iniciativa contou com o apoio de Carlos Henriques animador da Câmara Municipal de Nelas, revelando mais uma vez o trabalho de parceria e colaboração existente entre algumas bibliotecas municipais do distrito. Participaram nesta actividade várias famílias, pais e filhos que, ouviram e contaram histórias pela noite dentro. Jogos, sorrisos e uma bela ceia ajudaram à festa do Livro. Pelas três e meia da manhã a maior parte do grupo rendeu-se ao sono resultante da magia das leituras e, junto às estantes cheias de livros cada um entrou no seu saco-cama para aproveitar umas breves horas de descanso. Às oito da manhã já se reviviam as leituras da noite anterior e se fazia o balanço. Às nove horas serviu-se o pequeno - almoço e a seguir as despedidas. O grupo marcou encontro para o próximo ano, na 5ª edição do “Dormir com Livros”.

Maria João Fonseca

(Bibliotecária da Biblioteca Municipal Alexandre Alves - Mangualde)

 

(As fotos são da autoria da equipa da Biblioteca)

 

 

 

 

 

 

 

Uma nota final para este senhor: Carlos Henriques animador da Câmara Municipal de Nelas. Excelente profissional e magnífico contador de histórias!

Certamente nos voltaremos a cruzar!

publicado por Ricardo Antunes às 11:34

04
Mai 10

 

Já há dias tinha ouvido, pela Professora Inês Sim-Sim, a notícia da descoberta de um gene associado directamente à leitura.

Agora, chega a confirmação, pela ciência, de algo que serve, antes de mais, para nos motivar/responsabilizar!

 

(da Revista Science)

 

Nota mental para mais tarde: muito curioso o facto de se usarem os resultados dos alunos como forma de escolher quais os melhores professores.

 

Teacher Quality Moderates the Genetic Effects on Early Reading

J. Taylor,  A. D. Roehrig, B. Soden Hensler, C. M. Connor, C. Schatschneider

 

Children’s reading achievement is influenced by genetics as well as by family and school environments. The importance of teacher quality as a specific school environmental influence on reading achievement is unknown. We studied first- and second-grade students in Florida from schools representing diverse environments. Comparison of monozygotic and dizygotic twins, differentiating genetic similarities of 100% and 50%, provided an estimate of genetic variance in reading achievement. Teacher quality was measured by how much reading gain the non-twin classmates achieved. The magnitude of genetic variance associated with twins’ oral reading fluency increased as the quality of their teacher increased. In circumstances where the teachers are all excellent, the variability in student reading achievement may appear to be largely due to genetics. However, poor teaching impedes the ability of children to reach their potential.

 

Como não tenho conta, não pude ainda ler o texto completo. A ver se amanhã o apanho.

Para quem tiver, fica aqui o endereço.

publicado por Ricardo Antunes às 22:43

26
Abr 10

No dia 22 de Abril fui, com os Formadores Residentes PNEP do Núcleo Regional de Viseu, visitar a Escola da Ponte, em Vila das Aves.

Não se trata de uma visita de estudo normal. Nem fomos bem visitar uma escola. Fomos antes visitar um Projecto.

 

Pela minha parte, o namoro começou há alguns anos, quando comecei a ler referências várias a este Projecto.

De tal forma me (nos, para ser mais preciso, uma vez que o Rui Prata, meu colega na altura, também me acompanhou nesse entusiasmo) entusiasmei pelo que fui lendo, que a Carina, aluna de um Curso de Formação de professores, decidiu fazer um trabalho sobre esta escola. Este trabalho, orientado pelo Rui, acabou por nos trazer mais informação e aguçar ainda mais o apetite.

 

Depois encontrei-me com o mentor do projecto, via Youtube.

 

 

É tal a diferença entre aquilo que nos é dito sobre esta escola e os modelos que conhecemos, que não podia deixar de ter esta curiosidade e vontade de visitar. Nas funções que desempenho, neste momento, essa curiosidade acresce, na medida em que tenho a obrigação de apresentar as condições que corporizem muitas das propostas que vou apresentando e defendendo.

 

E uma vez mais a Escola da Ponte aparece como referencial ímpar.

 

É uma escola muito engraçada, não tem salas de aula, não tem turmas divididas por faixa etária, não tem testes, não tem nada. Nada da escola tradicional que conhecemos. É uma escola feita com muito esmero em Vila das Aves, Portugal.

Na Escola da Ponte, as crianças decidem o que e com quem estudar. Em vez de classes, grupos de estudo. Independente da idade, o que as une é a vontade de estar juntas e de juntas aprender. Novos grupos surgem a cada projeto ou tema de estudo.

Quem ouve falar dela pela primeira vez hesita em acreditar. Surpresa maior só mesmo de quem a conheceu nos anos 70. A Escola da Ponte era uma escola muito engraçada, não tinha bancos, não tinha mesas, não tinha nada.

daqui

 

A visita correu muito bem.

Chegámos e fomos guiados pelos alunos, como sempre acontece. Depois reflectimos com a Coordenadora.

Creio poder falar por todos quando digo que é um choque entrar neste mundo, tal é a diferença entre o que conhecemos e imaginamos e aquilo que encontramos lá.

 

Aquilo que desde sempre me deixou mais curioso é a forma de trabalho dentro do projecto: salas que não são salas, professores que são bem mais que professores, muito trabalho de cooperação e, acima de tudo, AUTONOMIA do aluno.

 

É ele que escolhe o que quer aprender, quando quer e como quer.

E é ele que escolhe quando quer ser avaliado, sobre o que será a avaliação e como quer ser avaliado.

Imaginam?

 

A conclusão óbvia é a de que não chegou estar lá umas horas.

 

Mas acredito que é possível :)

As fotos são da Helena Silva

publicado por Ricardo Antunes às 22:46

imagem daqui

 

Como referi antes, vamos ter, em Viseu, um grande Encontro (lamentavelmente em simultâneo com as TEDxLisboa) com um leque de conferências que prometem muito.

 

Falo do V Congresso Internacional de Neurociências e Educação Especial da PsicoSoma.

 

Com um Programa interessantíssimo, o tema de partida é algo que há muito nos interessa: Como aprende o cérebro...

 

Programa aqui.

 

publicado por Ricardo Antunes às 16:29

A propósito do que vos disse aqui, recebi a confirmação de que aceitaram a minha candidatura.

Lamentavelmente (Muuuuiiiiiiiiito) não vou poder estar lá nesse dia, por razões de agenda. Deixo o lugar a outro.

 

Aqui por Viseu também haverá, por esses dias, coisas muito interessantes a acontecer, de que aqui darei conta em breve.

 

Desejo o máximo de sucesso às TED Talks LX, para que voltem depressa!

 

Continuo, naturalmente, muito interessado em ver e ouvir a Professora Maria Teresa Serrenho (uma das participantes neste encontro de Lisboa)


Maria Teresa Serrenho, 54 anos, é formada pelo Magistério Primário de Caldas da Rainha e iniciou com 18 anos a actividade lectiva como professora do 1º Ciclo. Depois de 15 anos de docência, fez um interregno de 9 anos, em que se dedicou a actividades empresariais como empreendedora e gestora na área da doçaria, confeitaria e licores tradicionais. Entretanto, fez o Cursos de Estudos Superiores Especializados em Direcção Pedagógica e Administração Escola, na Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, tendo regressado ao ensino em 1999.

Tem, desde 2002, exercido cargos de Direcção no Agrupamento de Escolas de Campelos, onde é neste momento Directora, Defensora da Modernização Administrativa, participou no debate sobre a Educação em Portugal promovido pelo Conselho Nacional de Educação e pertence ao Conselho das Escolas ligado ao Ministério da Educação.

Desenvolveu o seu projecto de candidatura a Directora do Agrupamento de Escolas de Campelos, centrando a sua atenção na necessidade urgente e imperiosa de mudar o paradigma da Escola, construindo uma Escola mais criativa e interventiva, que corresponda às necessidades dos nossos jovens e da nossa sociedade, uma Escola onde se sinta a responsabilidade na mudança que se tem necessariamente que fazer no Mundo.

Numa procura de um factor promotor da mudança pretendida, teve conhecimento do método dos Six Thinking Hats® de Edward de Bono. Conseguiu que todos os professores do Agrupamento tenham formação na sua aplicação no prazo de um ano, tornando-se no primeiro Agrupamento de Escolas em Portugal a introduzir, de um modo formal, as competências de pensamento de Edward de Bono na sala de aula.

 

Para os interessados, fica o endereço do Instituto De bono de onde se espalham as ideias do método dos Six Thinking Hats®.

 

publicado por Ricardo Antunes às 10:13

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