"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

18
Mai 10
Eliott Eisner, ajuda-nos a perceber o que podemos aprender com as artes sobre a educação, deixando 10 lições que as artes nos ensinam.
A minha colega Maria Figueiredo fez o favor de partilhar. E eu sigo o exemplo.
Apesar de todas serem muito interessantes, permitam-me que destaque a lição número 7: The arts teach students to think through and within a material.
Sou sempre sensível a estratégias que ensinem a pensar!
Vamos às lições:

1. The arts teach children to make good judgments about qualitative relationships.
Unlike much of the curriculum in which correct answers and rules prevail, in the arts, it is judgment rather than rules that prevail.

2. The arts teach children that problems can have more than one solution
and that questions can have more than one answer.

3. The arts celebrate multiple perspectives.
One of their large lessons is that there are many ways to see and interpret the world.

4. The arts teach children that in complex forms of problem solving
purposes are seldom fixed, but change with circumstance and opportunity.
Learning in the arts requires the ability and a willingness to surrender to the unanticipated possibilities of the work as it unfolds.

5. The arts make vivid the fact that neither words in their literal form nor numbers exhaust what we can know.
The limits of our language do not define the limits of our cognition.

6. The arts teach students that small differences can have large effects.
The arts traffic in subtleties.

7. The arts teach students to think through and within a material.
All art forms employ some means through which images become real.

8. The arts help children learn to say what cannot be said.
When children are invited to disclose what a work of art helps them feel, they must reach into their poetic capacities to find the words that will do the job.

9. The arts enable us to have experience we can have from no other source and through such experience to discover the range and variety of what we are capable of feeling.

10. The arts' position in the school curriculum symbolizes to the young what adults believe is important.


SOURCE: Eisner, E. (2002). The Arts and the Creation of Mind, In Chapter 4, What the Arts Teach and How It Shows. (pp. 70-92). Yale University Press.

Available from NAEA Publications. NAEA grants reprint permission for this excerpt from Ten Lessons with proper acknowledgment of its source and NAEA.

 

 

A um outro nível, também neste texto "Why Study the Liberal Arts?" se faz uma reflexão muito interessante sobre a relação entre Arte e Educação.

publicado por Ricardo Antunes às 22:24

26
Abr 10

No dia 22 de Abril fui, com os Formadores Residentes PNEP do Núcleo Regional de Viseu, visitar a Escola da Ponte, em Vila das Aves.

Não se trata de uma visita de estudo normal. Nem fomos bem visitar uma escola. Fomos antes visitar um Projecto.

 

Pela minha parte, o namoro começou há alguns anos, quando comecei a ler referências várias a este Projecto.

De tal forma me (nos, para ser mais preciso, uma vez que o Rui Prata, meu colega na altura, também me acompanhou nesse entusiasmo) entusiasmei pelo que fui lendo, que a Carina, aluna de um Curso de Formação de professores, decidiu fazer um trabalho sobre esta escola. Este trabalho, orientado pelo Rui, acabou por nos trazer mais informação e aguçar ainda mais o apetite.

 

Depois encontrei-me com o mentor do projecto, via Youtube.

 

 

É tal a diferença entre aquilo que nos é dito sobre esta escola e os modelos que conhecemos, que não podia deixar de ter esta curiosidade e vontade de visitar. Nas funções que desempenho, neste momento, essa curiosidade acresce, na medida em que tenho a obrigação de apresentar as condições que corporizem muitas das propostas que vou apresentando e defendendo.

 

E uma vez mais a Escola da Ponte aparece como referencial ímpar.

 

É uma escola muito engraçada, não tem salas de aula, não tem turmas divididas por faixa etária, não tem testes, não tem nada. Nada da escola tradicional que conhecemos. É uma escola feita com muito esmero em Vila das Aves, Portugal.

Na Escola da Ponte, as crianças decidem o que e com quem estudar. Em vez de classes, grupos de estudo. Independente da idade, o que as une é a vontade de estar juntas e de juntas aprender. Novos grupos surgem a cada projeto ou tema de estudo.

Quem ouve falar dela pela primeira vez hesita em acreditar. Surpresa maior só mesmo de quem a conheceu nos anos 70. A Escola da Ponte era uma escola muito engraçada, não tinha bancos, não tinha mesas, não tinha nada.

daqui

 

A visita correu muito bem.

Chegámos e fomos guiados pelos alunos, como sempre acontece. Depois reflectimos com a Coordenadora.

Creio poder falar por todos quando digo que é um choque entrar neste mundo, tal é a diferença entre o que conhecemos e imaginamos e aquilo que encontramos lá.

 

Aquilo que desde sempre me deixou mais curioso é a forma de trabalho dentro do projecto: salas que não são salas, professores que são bem mais que professores, muito trabalho de cooperação e, acima de tudo, AUTONOMIA do aluno.

 

É ele que escolhe o que quer aprender, quando quer e como quer.

E é ele que escolhe quando quer ser avaliado, sobre o que será a avaliação e como quer ser avaliado.

Imaginam?

 

A conclusão óbvia é a de que não chegou estar lá umas horas.

 

Mas acredito que é possível :)

As fotos são da Helena Silva

publicado por Ricardo Antunes às 22:46

imagem daqui

 

Como referi antes, vamos ter, em Viseu, um grande Encontro (lamentavelmente em simultâneo com as TEDxLisboa) com um leque de conferências que prometem muito.

 

Falo do V Congresso Internacional de Neurociências e Educação Especial da PsicoSoma.

 

Com um Programa interessantíssimo, o tema de partida é algo que há muito nos interessa: Como aprende o cérebro...

 

Programa aqui.

 

publicado por Ricardo Antunes às 16:29

A propósito do que vos disse aqui, recebi a confirmação de que aceitaram a minha candidatura.

Lamentavelmente (Muuuuiiiiiiiiito) não vou poder estar lá nesse dia, por razões de agenda. Deixo o lugar a outro.

 

Aqui por Viseu também haverá, por esses dias, coisas muito interessantes a acontecer, de que aqui darei conta em breve.

 

Desejo o máximo de sucesso às TED Talks LX, para que voltem depressa!

 

Continuo, naturalmente, muito interessado em ver e ouvir a Professora Maria Teresa Serrenho (uma das participantes neste encontro de Lisboa)


Maria Teresa Serrenho, 54 anos, é formada pelo Magistério Primário de Caldas da Rainha e iniciou com 18 anos a actividade lectiva como professora do 1º Ciclo. Depois de 15 anos de docência, fez um interregno de 9 anos, em que se dedicou a actividades empresariais como empreendedora e gestora na área da doçaria, confeitaria e licores tradicionais. Entretanto, fez o Cursos de Estudos Superiores Especializados em Direcção Pedagógica e Administração Escola, na Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, tendo regressado ao ensino em 1999.

Tem, desde 2002, exercido cargos de Direcção no Agrupamento de Escolas de Campelos, onde é neste momento Directora, Defensora da Modernização Administrativa, participou no debate sobre a Educação em Portugal promovido pelo Conselho Nacional de Educação e pertence ao Conselho das Escolas ligado ao Ministério da Educação.

Desenvolveu o seu projecto de candidatura a Directora do Agrupamento de Escolas de Campelos, centrando a sua atenção na necessidade urgente e imperiosa de mudar o paradigma da Escola, construindo uma Escola mais criativa e interventiva, que corresponda às necessidades dos nossos jovens e da nossa sociedade, uma Escola onde se sinta a responsabilidade na mudança que se tem necessariamente que fazer no Mundo.

Numa procura de um factor promotor da mudança pretendida, teve conhecimento do método dos Six Thinking Hats® de Edward de Bono. Conseguiu que todos os professores do Agrupamento tenham formação na sua aplicação no prazo de um ano, tornando-se no primeiro Agrupamento de Escolas em Portugal a introduzir, de um modo formal, as competências de pensamento de Edward de Bono na sala de aula.

 

Para os interessados, fica o endereço do Instituto De bono de onde se espalham as ideias do método dos Six Thinking Hats®.

 

publicado por Ricardo Antunes às 10:13

12
Abr 10

Já aqui vos falei do meu fascínio pelas TED TALKS.

 

Pois bem, temos a oportunidade de as sentir ao vivo em Lisboa, já no próximo dia 15 de Maio de 2010.


"Um dia de ideias com Mentes Abertas" é o tema do TEDxLisboa

 

Não sei ainda se vou conseguir lá ir (e se for, certamente aqui darei nota disso), até porque a concorrência pelos lugares deve ser mais que muita, mas gostava de lá estar para ouvir esta senhora:  Maria Teresa Serrenho


Maria Teresa Serrenho, 54 anos, é formada pelo Magistério Primário de Caldas da Rainha e iniciou com 18 anos a actividade lectiva como professora do 1º Ciclo. Depois de 15 anos de docência, fez um interregno de 9 anos, em que se dedicou a actividades empresariais como empreendedora e gestora na área da doçaria, confeitaria e licores tradicionais. Entretanto, fez o Cursos de Estudos Superiores Especializados em Direcção Pedagógica e Administração Escola, na Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, tendo regressado ao ensino em 1999.

Tem, desde 2002, exercido cargos de Direcção no Agrupamento de Escolas de Campelos, onde é neste momento Directora, Defensora da Modernização Administrativa, participou no debate sobre a Educação em Portugal promovido pelo Conselho Nacional de Educação e pertence ao Conselho das Escolas ligado ao Ministério da Educação.

Desenvolveu o seu projecto de candidatura a Directora do Agrupamento de Escolas de Campelos, centrando a sua atenção na necessidade urgente e imperiosa de mudar o paradigma da Escola, construindo uma Escola mais criativa e interventiva, que corresponda às necessidades dos nossos jovens e da nossa sociedade, uma Escola onde se sinta a responsabilidade na mudança que se tem necessariamente que fazer no Mundo.

Numa procura de um factor promotor da mudança pretendida, teve conhecimento do método dos Six Thinking Hats® de Edward de Bono. Conseguiu que todos os professores do Agrupamento tenham formação na sua aplicação no prazo de um ano, tornando-se no primeiro Agrupamento de Escolas em Portugal a introduzir, de um modo formal, as competências de pensamento de Edward de Bono na sala de aula.

 

Para os interessados, fica o endereço do Instituto De bono de onde se espalham as ideias do método dos Six Thinking Hats®.

 

Entretanto, tentem a vossa sorte na tentativa de arranjar um lugar!

publicado por Ricardo Antunes às 19:47

09
Abr 10

Já sabem que sou fã do texto do Agostinho da Silva, que citei aqui, a propósito do que deve ser um professor.

 

Mas a grande questão, para mim, e não só, é saber como se cria um mestre. Mais do que um burocrata professor, ou professor burocrata, aquilo que precisamos nas escolas é de gente que se envolva no processo de ensino de forma apaixonada.

 

A esse propósito, leiamos estas reflexões de Fernando José de Almeida (filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e vice-presidente da TV Cultura - Fundação Padre Anchieta):

 

Muitos são os fatores responsáveis pelo surgimento de um verdadeiro mestre, mas um é o mais importante: o aluno. Antes do contato com ele, podemos ser estudantes, intelectuais, conhecedores de conteúdos, pesquisadores etc., mas ainda não somos professores. É ele que desperta em nós o desejo de ensinar - e não apenas nossos sonhos, títulos, concursos ou projetos.

 

Eu sempre percebo - e cada um de vocês certamente também - que os estudantes nos fazem melhores quando saímos de uma sala com a sensação de que construímos uma boa aula juntos. Algumas vezes, deixamos uma classe com a certeza de que tudo correu bem e em outra temos a impressão de que nada funcionou, mesmo tendo dado - praticamente - a mesma aula. Por quê? Porque é a turma que está ali na nossa frente que nos constrói. O aluno nos desloca e provoca ao colocar desafios que nenhum professor nos trouxe na faculdade nem na pós-graduação. Depois do contato com jovens questionadores, sentimos que somos melhores do que após enfrentar grupos sonolentos, indiferentes ou cínicos em relação ao nosso trabalho.

 

O resto, a ler aqui. Meditemos!

publicado por Ricardo Antunes às 11:26

Considero, até pelo gosto que tenho pela Filosofia, que fundamentalismos não bons para ninguém.

Nos dias que correm, é comum vê-los a propósito de tudo e mais alguma coisa, e fico com a sensação de que queremos sempre mudar o que conhecemos (pela utópica ideia de que o que fizemos no passado não é bom e tem de ser alterado).

 

Vem isto a propósito das sistemáticas opiniões sobre o que se passa na Escola de hoje, no que à indisciplina diz respeito.

O que sinifica "dar mais autoridade aos professores"? E "responsabilizar os pais"?

 

Pois então, o que têm os meus leitores a dizer disto?

 

Eu digo: não me parece que criar uma barreira, digamos, higiénica, entre professor e aluno, resolva os problemas. Até porque retira uma dimensão (porventura a mais importante) do relacionamento humano à relação professor-aluno: a afectividade!

publicado por Ricardo Antunes às 11:16

06
Abr 10

Hoje deixo uma referência que uso com menos regularidade do que gostaria. Falo das TED TALKS, uma fonte inesgotável de fantásticas apresentações, motivadoras e interessantes.

 

A conversa que sugiro para hoje é esta:

 

Para legendas, seleccionar no rodapé do vídeo.

 

(Nota especial para os meus queridos FR's: vêem como tenho razão?)

publicado por Ricardo Antunes às 17:52

28
Mar 10

Conhecem aquela sensação de encontrar um desconhecido e, minutos depois, se sentirem da família?
Com o Paulo Freire, foi assim!
Estes segundos são dos que mais aprecio.

publicado por Ricardo Antunes às 12:44

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