"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

09
Abr 10

Já sabem que sou fã do texto do Agostinho da Silva, que citei aqui, a propósito do que deve ser um professor.

 

Mas a grande questão, para mim, e não só, é saber como se cria um mestre. Mais do que um burocrata professor, ou professor burocrata, aquilo que precisamos nas escolas é de gente que se envolva no processo de ensino de forma apaixonada.

 

A esse propósito, leiamos estas reflexões de Fernando José de Almeida (filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e vice-presidente da TV Cultura - Fundação Padre Anchieta):

 

Muitos são os fatores responsáveis pelo surgimento de um verdadeiro mestre, mas um é o mais importante: o aluno. Antes do contato com ele, podemos ser estudantes, intelectuais, conhecedores de conteúdos, pesquisadores etc., mas ainda não somos professores. É ele que desperta em nós o desejo de ensinar - e não apenas nossos sonhos, títulos, concursos ou projetos.

 

Eu sempre percebo - e cada um de vocês certamente também - que os estudantes nos fazem melhores quando saímos de uma sala com a sensação de que construímos uma boa aula juntos. Algumas vezes, deixamos uma classe com a certeza de que tudo correu bem e em outra temos a impressão de que nada funcionou, mesmo tendo dado - praticamente - a mesma aula. Por quê? Porque é a turma que está ali na nossa frente que nos constrói. O aluno nos desloca e provoca ao colocar desafios que nenhum professor nos trouxe na faculdade nem na pós-graduação. Depois do contato com jovens questionadores, sentimos que somos melhores do que após enfrentar grupos sonolentos, indiferentes ou cínicos em relação ao nosso trabalho.

 

O resto, a ler aqui. Meditemos!

publicado por Ricardo Antunes às 11:26

Considero, até pelo gosto que tenho pela Filosofia, que fundamentalismos não bons para ninguém.

Nos dias que correm, é comum vê-los a propósito de tudo e mais alguma coisa, e fico com a sensação de que queremos sempre mudar o que conhecemos (pela utópica ideia de que o que fizemos no passado não é bom e tem de ser alterado).

 

Vem isto a propósito das sistemáticas opiniões sobre o que se passa na Escola de hoje, no que à indisciplina diz respeito.

O que sinifica "dar mais autoridade aos professores"? E "responsabilizar os pais"?

 

Pois então, o que têm os meus leitores a dizer disto?

 

Eu digo: não me parece que criar uma barreira, digamos, higiénica, entre professor e aluno, resolva os problemas. Até porque retira uma dimensão (porventura a mais importante) do relacionamento humano à relação professor-aluno: a afectividade!

publicado por Ricardo Antunes às 11:16

O Pedro Aniceto, de quem já aqui fiz referência, é autor de um Blogue que sigo com prazer.

O Blogue dá pelo nome de Reflexões de um cão com pulgas e é um espaço de humor, curiosidades e, para mim, de boa escrita!

 

Pois esse espaço acaba de ganhar o Super Bock Super Blog Awards.

 

Pois então, muitos parabéns!

publicado por Ricardo Antunes às 11:10

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