"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

07
Jun 10

Artigo interessante, no Público, e que começa a levantar as questões certas.

Continuo sem saber se na reformulação do parque escolar do 1.ºCEB, muito mais profunda, se têm em conta estas questões...

 

Uma escola descentrada da sala de aula, em que os alunos se espalham por espaços informais, com os seus computadores portáteis, cruzando-se com os professores na biblioteca e discutindo projectos...

 

Continuar a ler aqui.

 

Já que alguém se deu o trabalho de criar informação tão relevante como esta, sobre os aspectos técnicos a considerar na construção destas escolas novas, será que não podemos discutir outros aspectos?

 

imagem daqui

publicado por Ricardo Antunes às 15:34

03
Jun 10

Actualização:

 

Do Profblog:

Fui colega da ministra da educação num mestrado em educação. Passaram 25 anos. Tivemos os mesmos professores e lemos os mesmos livros e papers. Toda a literatura da época sobre as escolas eficazes apontava no mesmo sentido: defesa das escolas de pequena e média dimensão, com lideranças democráticas fortes, onde todos se conhecem, onde os directores tratam os professores pelos nomes e os professores chamam os alunos pelos nomes.

 

Será assim tão dificil de perceber?

________________________________________________

A senhora ministra falou.

Continua muita coisa por explicar.

Continuam generalizações sobre generalizações.

Continua a ver-se o país a partir de Lisboa.

E parece que continuamos a não ser capazes de pensar seriamente sobre o assunto...

 

Salvou-se a prestação do José Rodrigues dos Santos. Aqui ou ali um pouco exagerada, mas sempre clara e procurando arrancar algo concreto a um discurso propositadamente generalista, quase dogmático, estéril e vago.

 

Para ver, clique na imagem e avance no vídeo até ao minuto 2:21.

Como já fui afirmando antes, estou de acordo com a lógica de encerramento. Não consigo é perceber por que razão não estão todos os membros da comunidade escolar envolvidos num projecto tão profundo processo de reformulação. E não é só dos encerramentos que devíamos estar a falar.

 

Devíamos estar a falar dos novos Centros Escolares. O que são? Qual o modelo de escola que preconizam? Quem os desenha e com que orientações?

A senhora ministra diz que os novos Centros Escolares são excelentes. Mas eu vi, nas últimas semanas, Centros Escolares novinhos em folha, neste distrito de Viseu, em que ou todos os quadros foram substituídos por quadros interactivos, ou um ano depois da abertura, ainda não chegou a internet, ou com espaços interiores excelentes, mas praticamente sem espaços exteriores...

 

Era disto que eu gostava de ouvir a senhora ministra falar.

E já agora, se não fosse pedir muito, sobre o que será dos Programas de Formação Contínua...

publicado por Ricardo Antunes às 22:17

26
Mai 10

Virei aqui, dentro em breve, dar-vos conta mais detalhada de uma "peregrinação" que ando a fazer pelo Distrito de Viseu.

É um trabalho de enorme prazer para mim, pela disponibilidade que vou encontrando nos muitos "locais de culto" (leia-se, ESCOLAS) visitados: de Cinfães a Campo de Besteiros, de Seia a Resende, de Nelas a Moimenta, de Santa Cruz da Trapa a Viseu, de Castro Daire a Vil de Soito, de Vouzela a Oliveira de Frades, de Mangualde a Lamego e a Ferreira d'Aves.

Estou a falar de sessões de formação pós-laboral, feita nas escolas, com centenas de profissionais a discutir abertamente e de forma muito calorosa, até horas impróprias... (impróprias especialmente para quem tem ainda muitos quilómetros para fazer, e no dia seguinte lá estará de novo, no seu posto!)

 

Nem tudo está perdido!

publicado por Ricardo Antunes às 23:49

18
Mai 10
Eliott Eisner, ajuda-nos a perceber o que podemos aprender com as artes sobre a educação, deixando 10 lições que as artes nos ensinam.
A minha colega Maria Figueiredo fez o favor de partilhar. E eu sigo o exemplo.
Apesar de todas serem muito interessantes, permitam-me que destaque a lição número 7: The arts teach students to think through and within a material.
Sou sempre sensível a estratégias que ensinem a pensar!
Vamos às lições:

1. The arts teach children to make good judgments about qualitative relationships.
Unlike much of the curriculum in which correct answers and rules prevail, in the arts, it is judgment rather than rules that prevail.

2. The arts teach children that problems can have more than one solution
and that questions can have more than one answer.

3. The arts celebrate multiple perspectives.
One of their large lessons is that there are many ways to see and interpret the world.

4. The arts teach children that in complex forms of problem solving
purposes are seldom fixed, but change with circumstance and opportunity.
Learning in the arts requires the ability and a willingness to surrender to the unanticipated possibilities of the work as it unfolds.

5. The arts make vivid the fact that neither words in their literal form nor numbers exhaust what we can know.
The limits of our language do not define the limits of our cognition.

6. The arts teach students that small differences can have large effects.
The arts traffic in subtleties.

7. The arts teach students to think through and within a material.
All art forms employ some means through which images become real.

8. The arts help children learn to say what cannot be said.
When children are invited to disclose what a work of art helps them feel, they must reach into their poetic capacities to find the words that will do the job.

9. The arts enable us to have experience we can have from no other source and through such experience to discover the range and variety of what we are capable of feeling.

10. The arts' position in the school curriculum symbolizes to the young what adults believe is important.


SOURCE: Eisner, E. (2002). The Arts and the Creation of Mind, In Chapter 4, What the Arts Teach and How It Shows. (pp. 70-92). Yale University Press.

Available from NAEA Publications. NAEA grants reprint permission for this excerpt from Ten Lessons with proper acknowledgment of its source and NAEA.

 

 

A um outro nível, também neste texto "Why Study the Liberal Arts?" se faz uma reflexão muito interessante sobre a relação entre Arte e Educação.

publicado por Ricardo Antunes às 22:24

13
Mai 10

Porque pensar nunca é demais....

E porque temos a memória curta...

 

Aqui fica esta síntese.

 

Podemos não concordar com tudo. Podemos nao alinhar.

Não podemos é deixar de pensar!

 

imagem daqui

 

publicado por Ricardo Antunes às 16:26
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