"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

04
Abr 13

Continuamente (hoje, por exemplo, perante uma plateia de 250 professores) me questiono sobre isto: até que ponto é o professor, na era da informação em que vivemos, uma peça chave na Educação? Não tenho respostas cabais. Sei que os bons professores (e onde nos levaria esta discussão de saber o que é um bom professor, mas espero trazê-la em breve para o blogue) marcam os alunos de forma inequívoca e que são, no geral, influenciadores d(n)as suas escolhas.

Há dias encontrei esta entrevista, que hoje partilho, com uma resposta interessante sobre o tema.

(foto daqui)

Questão: O(a) professor(a) é uma peça chave na Educação?

Celso: Existem levantamentos que mostram a importância da gestão escolar. Realmente são papéis importantes. Mas quando se vê tanta ênfase aos gestores, me preocupa, pois parece que há um reflexo da demissão do(a) professor(a). Se tivéssemos professores mais atuantes, não se daria tanta ênfase aos gestores, como as pesquisas têm revelado. Parece que a escola, para ser boa, tem que ter bons gestores. Mas eu penso que a escola, para ser boa, tem que ter bons professores e eles, inclusive, vão assumir a gestão. O elemento forte é o coletivo de professores.

 O(a) professor(a) tem um papel fundamental e não deve ter medo de ser professor(a). Às vezes existem algumas limitações: “eu não posso falar professor, tenho que falar educador”; “não posso falar em ensino, tenho que falar mediação”... Ensinar não é transmissão somente. A atividade básica do(a) professor(a) é o ensino. Mas ensino é o processo de humanização através da apropriação crítica, criativa e significativa da cultura. Esse é o papel do(a) professor(a), pois conhecimento não se encontra em qualquer lugar.

Em todo o lugar o aluno pode encontrar informação e não conhecimento, pois conhecimento é uma informação trabalhada, e isto é tarefa de mestre, de professor(a).

 

 

O entrevistado é este:

Celso Vasconcellos,

professor do Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica LIBERTAD, São Paulo, SP.

Site: http://www.celsovasconcellos.com.br

Endereço eletrónico: celsovasconcellos@uol.com.br

publicado por Ricardo Antunes às 22:20

31
Mar 13

Hoje deixo um texto magnífico de Valter Hugo Mãe, sobre os professores. Num tempo em que nem os próprios parecem acreditar nas suas capacidades, é bom ver (ou ler) que há quem ainda sonhe. Para quem preferir, pode ouvir o texto aqui.

 

 

(foto daqui)

Os Professores (Valter Hugo Mãe)
Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade.
A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.
Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.
Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
Houve um dia, numa aula de história do sétimo ano, em que falámos das estátuas da Roma antiga. Respondi à professora, uma gorduchinha toda contente e que me deixava contente também, que eram os olhos que induziam a sensação de vida às figuras de pedra. A senhora regozijou. Disse que eu estava muito certo. Iluminei-me todo, não por ter sido o mais rápido a descortinar aquela solução, mas porque tínhamos visto imagens das estátuas mais deslumbrantes do mundo e eu estava esmagado de beleza. Quando me elogiou a resposta, a minha professora contente apenas me premiou a maravilha que era, na verdade, a capacidade de induzir maravilha que ela própria tinha. Estávamos, naquela sala de aula, ao menos nós os dois, felizes. Profundamente felizes.
Talvez estas coisas só tenham uma importância nostálgica do tempo da meninice, mas é verdade que quando estive em Florença me doíam os olhos diante das estátuas que vira em reproduções no sétimo ano da escola. E o meu coração galopava como se tivesse a cumprir uma sedução antiga, um amor que começara muito antigamente, se não inteiramente criado por uma professora, sem dúvida que potenciado e acarinhado por uma professora. Todo o amor que nos oferecem ou potenciam é a mais preciosa dádiva possível.
Dá-me isto agora porque me ando a convencer de que temos um governo que odeia o seu próprio povo. E porque me parece que perseguir e tomar os professores como má gente é destruir a nossa própria casa. Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá-los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.
Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.
As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.

Autobiografia Imaginária | Valter Hugo Mãe | JL Jornal de Letras, Artes e Ideias | Ano XXII | Nº 1095 | 19 de Setembro de 2012

publicado por Ricardo Antunes às 21:25

29
Mar 13
Tenho, como sabem, passado por muitas escolas nos últimos tempos. O tema mais discutido, na maioria dessas visitas, é a avaliação. Avaliação dos alunos. Avaliação dos professores. Avaliação das Escolas. Ora, sobre a avaliação dos professores, pelos seus pares, me lembrei hoje ao ver, com o meu filhote mais novo, uma das cenas finais do filme Ratatouille, no discurso do crítico de culinária, Anton Ego. E, porque me pedem por vezes materiais, aqui fica o dito discurso, adaptado ao contexto da avaliação de professores. Para refletir.

De certa forma, o trabalho de um avaliador é fácil. Nós arriscamos muito pouco. Gozamos de uma posição vantajosa e superior sobre aqueles que submetem o seu trabalho, e a si próprios, ao nosso julgamento. Muitas vezes vibramos com as críticas negativas, que são fáceis de escrever e de ler. Há, contudo, uma verdade (às vezes amarga) que nós, avaliadores, temos que encarar: é o facto de que, no grande esquema das coisas, até a mais medíocre prestação tem provavelmente mais significado do que todas as nossa críticas e avaliações.

Só há um momento em que um avaliador verdadeiramente arrisca algo, e isso ocorre na descoberta e na defesa de algo novo. O mundo é frequentemente injusto com os novos talentos, com as novas criações e com os novos amigos.

Um destes dias, experienciei algo novo: uma aula extraordinária preparada por uma fonte singularmente inesperada. Dizer que tanto a aula como quem a preparou desafiaram meus preconceitos sobre o que deve ser uma boa aula é uma grosseira simplificação. Ambos me abalaram até à medula.

No passado, critiquei, como sabem, a ideia de que qualquer um pode dar aulas, mas só agora verdadeiramente percebo o que ela pode querer dizer. Nem todos podem tornar-se grandes professores, mas um grande professor pode surgir em qualquer lugar e a qualquer momento.


Fica também, para apreciarem, o excerto do filme, com a magnífica narração de Peter O’Toole.
publicado por Ricardo Antunes às 20:47

17
Abr 12

 

Um belo texto do José Luis Peixoto, na Visão, sobre uma realidade que conheci bem de perto.

 

Nunca fui músico de filarmónica, mas passei pelas aulas de solfejo na Filarmónica Frazoeirense.

Nela, 3 dos meus 4 irmãos foram músicos e um mantém ainda a função!

Mais tarde, em contexto de aulas de Cultura Portuguesa, ainda tentei (sem sucesso, diga-se... o que assunto interessava mais a mim do que a qualquer deles, professores e educadores em ambiente rural e com contacto direto com essa realidade) que algum grupo de alunos se dedicasse a estudar este particular fenómeno.

O que motivava (e continua a motivar) jovens a ingressar numa Banda Filarmónica? Será apenas pelo efeito socializador?

 

O texto é interessante e aponta com detalhe cada pequeno mistério desse passado. Faltou apenas ao José Luis Peixoto falar da bicicleta (mais tarde motorizada XF17) do Miguel, na qual, empoleirado, fiz muitas vezes o percurso até à casa de ensaios... ou as saídas noturnas aos morangos.

 

 

 

 

 

 

publicado por Ricardo Antunes às 23:13

16
Abr 12

Quis o destino que eu voltasse a percorrer espaços de encontro com professores para formação.

Mais uma oportunidade para sentir de perto os anseios e expectativas.

Mais uma oportunidade para aprender.

Já fui à Guarda e Castelo Branco. Mais Madeira.

Segue-se uma verdadeira volta a Portugal. Intensa, como se deseja. Desafiante.

publicado por Ricardo Antunes às 22:10

17
Mar 12

Sendo uma área de fronteira, menosprezada durante tanto tempo, o Ensino Profissional aparece hoje como uma solução/salvação para o aparente sucesso escolar (na verdade, e na maioria dos casos, nem esse se consegue).

 

Deixo aqui uma reflexão sobre o assunto. Não concordo com tudo. Esecialmente com o modelo apresentado para solucionar essa questão. Pode (e deve) haver escolas cujo objetivo seja o ensino profissional. Tem é de se recuperar esse ensino, e as profissões para que ele deve preparar, do estigma atual. Há modelos por essa europa fora, se não quisermos inventar a roda. Mas pensar num modelo mais mediterrânico também não era mau (a economia mediterrânica, para os mais distraídos, não se está a aguentar muito bem com o modelo do norte da europa... e se pensarmos bem, isso deve-se, em parte, à forma errada como temos gasto os nossos recursos - para mim, esse problema começa na escola).

 

Fica a reflexão de Ramiro Marques.

 

O ensino profissional, tal como está organizado, com os planos de estudo atuais e com o ethos que o caracteriza, seja em escolas estatais seja em escolas privadas, revela no mínimo uma assustadora falta de qualidade. Em muitos casos, é um puro desperdício de dinheiro. Os alunos fazem o que querem nas aulas: passam o tempo no Facebook e no You Tube, insultam os professores, deambulam livremente pela sala, entram e saem quando querem, recusam-se a trazer os livros e materiais para as aulas e são incapazes de cumprir ordens.
Haverá alguns cursos profissionais que funcionam bem. Esses devem ser acarinhados. Pelo que sei não são muitos. Não defendo a eliminação pura e simples de todos os cursos profissionais que funcionam nas escolas públicas. Os bons devem manter-se. Os que não têm qualidade devem ser eliminados e os recursos financeiros aplicados neles transferidos para centros de aprendizagem a funcionarem nas empresas.

Em ambientes sem ordem nem tranquilidade, os alunos não adquirem as virtudes consideradas imprescindíveis para a entrada no mercado de trabalho: pontualidade, assiduidade, respeito pela autoridade e resiliência. Ao invés, aprendem a ser erráticos, caprichosos, desobedientes, malcriados, arrogantes e indolentes.

Já nem falo na inutilidade de alguns planos de estudo. A área de Integração vale zero em termos de aprendizagem conseguida. A área de Mundo Atual, nos cursos Cef, vale igualmente zero.

As escolas, sejam públicas ou privadas, não são o local certo para fazer ensino profissional de jovens que acumulam insucesso atrás de insucesso e que não têm hábitos de trabalho nem respeitam os padrões mínimos de civilidade. Os alunos viciam-se numa cultura de direitos, centrada na gratificação imediata, e não dão valor nem à escola nem aos professores. Não são capazes de traçar a fronteira entre o lúdico e o trabalho, entre a brincadeira e o esforço. Tudo lhes é dado - pequeno-almoço, almoço, livros e transportes - sem lhes ser exigido nada em troca.

Os diretores habituaram-se à ideia de que a criação de cursos profissionais, Cef e Efa, ainda que não haja na escola equipamentos e recursos humanos adequados, é uma exigência que resulta das políticas educativas inclusivas. O objetivo é tirar os jovens da rua. Quanto mais cursos profissionais, Cef e Efa a escola tiver melhor é a pontuação obtida na avaliação externa.

Tal como hoje é feito, o ensino profissional é muito dispendioso e não tem qualidade. Vive de costas voltadas para as necessidades do mercado de trabalho. Oferece um ethos aos formandos que está nos antípodas daquilo que as empresas querem e pretendem.

As empresas querem profissionais que gostem de aprender, que saibam cumprir regras, respeitem a hierarquia, sejam pontuais, sejam assíduos e resilientes. As escolas onde os cursos profissionais são ministrados ensinam, em muitos casos, o contrário de tudo isto.

É preciso retirar progressivamente o ensino profissional das escolas e levá-lo para as empresas em contexto de "escola de aprendizes" ou "centro de aprendizagem". O papel central na gestão do currículo caberá ao "mestre do ofício", um técnico da empresa dotado de autoridade e sabedoria. Os formandos são obrigados a cumprir as normas e os horários vigentes na empresa e, enquanto adquirem as competências inerentes a um determinado ofício, recebem aulas de Língua Portuguesa, Matemática e Inglês ministradas por professores pertencentes a uma escola secundária com quem a empresa estabeleceu uma parceria.

Obviamente, as empresas só estarão dispostas a alinhar na reconstrução de um ensino profissional deste tipo se ganharem alguma coisa com isso. O dinheiro que hoje é entregue às escolas deve ir para as empresas dispostas a criar "escolas de aprendizes" e "centros de aprendizagem". O valor do envelope financeiro deve ser proporcional à taxa de empregabilidade conseguida.

publicado por Ricardo Antunes às 11:26

16
Mar 12

Aqui fica mais uma ligação para um blog interessantíssimo. Assim eu tivesse tempo...

 

Cognitive Philosophy

 

Imagine a world where human beings weren’t susceptible to diseases, where we were all strong and smart, where we couldn’t feel pain and could be put in a state of ecstasy due to things which today produce only mild excitement. Imagine a world where human beings could fly of their own volition, where we have…

 

continue a ler aqui.

publicado por Ricardo Antunes às 20:51
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12
Mar 12

Uma Revista interessante. Online. Grátis.

Nesta edição, alguns artigos interessantes.

Rutger Claassen - Public Services on the Market: Issues and Arguments
David Levine - Freedom of Choice and Freedom from Need

 

Public Reason is a peer-reviewed journal of political and moral philosophy. Public Reason publishes articles, book reviews, as well as discussion notes from all the fields of political philosophy and ethics, including political theory, applied ethics, and legal philosophy. The Journal encourages the debate around rationality in politics and ethics in the larger context of the discussion concerning rationality as a philosophical problem.

 

Public Reason is committed to a pluralistic approach, promoting interdisciplinary and original perspectives as long as the ideal of critical arguing and clarity is respected. The journal is intended for the international philosophical community, as well as for a broader public interested in political and moral philosophy. It aims to promote philosophical exchanges with a special emphasis on issues in, and discussions on the Eastern European space.

 

Starting from 2010 Public Reason publishes two issues per year, in June and December. Public Reason is an open access e-journal, but it is also available in print. All issues/articles are available for download as .pdf, .mobi, and .epub.

publicado por Ricardo Antunes às 11:43

07
Nov 11

Só há uma basuca para o problema que a Europa enfrenta: chama-se imprimir moeda, chama-se colocar o BCE na linha da frente deste combate. Só assim ele será vencido. A alternativa é o fim do euro e da União Europeia. É o pesadelo. A escolha é fácil, sem preconceitos ou fantasmas de inflação.

publicado por Ricardo Antunes às 15:40

Como muitos sabem, as pontes do IP3 encontram-se quase todas em obras. Nalguns casos, até parece que irremediáveis. Isso tem trazido imensos atrasos a quem tem de por lá passar diariamente, uma vez que há trânsito alternado e é preciso esperar pela abertura dos semáforos. Ora, acontece que continua a ser o percurso possível para muitos, entre Viseu e Coimbra. E foi também o meu, ontem de manhã.

Ao chegar a uma delas, lá estava o semáforo fechado e umas duas dezenas de carros à minha frente. Só que, em vez de abrir, o semáforo foi substituído por uma brigada da GNR. E o semáforo lá continuou, a abrir e a fechar. Mas andar, nada. O Sr. agente lá estava, à frente do trânsito, olhando para a ponte. A espera prolongou-se e a impaciência começava a aumentar, especialmente para quem trazia 3 crianças no carro. 20 minutos depois da interrupção do trânsito (e sem que houvesse alguma informação aos muitos condutores parados), aparece um BMW escuro cheio de luzinhas a piscar. E mais umas Motas da GNR. Depois, o vazio. Durante mais 15 longos minutos. Relembro que o trânsito estava parado e a ponte, deserta. Só 35 minutos depois da paragem, surgiu a razão: a comitiva Presidencial, a caminho de Nelas e Carregal.

 

Se é louvável que o Sr. presidente corra o risco, comum a tantos outros portugueses, de vir pelo IP3, e não pelas auto-estradas A1 e A25, a verdade é que é uma falta de respeito por parte de quem trata da logística da deslocação, obrigar dezenas ou mesmo centenas de pessoas a uma espera de mais de meia-hora, sem qualquer informação, para que passasse a comitiva. Uma vergonha!

publicado por Ricardo Antunes às 11:48

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