"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

28
Abr 10

Não posso dar muito contributo... além de ir pagando!

 

publicado por Ricardo Antunes às 12:07

27
Abr 10

Este post foi descaradamente roubado no Reflexões de um cão com Pulgas. O seu dono, Pedro Aniceto, que andou comigo ao colo, é escritor de qualidade e tem um dedinho especial para criar os títulos de cada post que vai publicando. Relembro que este blog é um blog premiado!
O RAP, além de ter um extremo bom gosto para nomes, nasceu no mesmo dia que eu e é outro profissional de extrema qualidade.
Aqui, faz uma espécie de Tratado sobre o Riso. Muito bom. Para mim, que tenho formação em Clássicas, é um prazer vê-lo contar episódios fundadores da cultura europeia.
Já agora vejam os outros dois vídeos desta participação: aqui e aqui

publicado por Ricardo Antunes às 23:27

26
Abr 10

No dia 22 de Abril fui, com os Formadores Residentes PNEP do Núcleo Regional de Viseu, visitar a Escola da Ponte, em Vila das Aves.

Não se trata de uma visita de estudo normal. Nem fomos bem visitar uma escola. Fomos antes visitar um Projecto.

 

Pela minha parte, o namoro começou há alguns anos, quando comecei a ler referências várias a este Projecto.

De tal forma me (nos, para ser mais preciso, uma vez que o Rui Prata, meu colega na altura, também me acompanhou nesse entusiasmo) entusiasmei pelo que fui lendo, que a Carina, aluna de um Curso de Formação de professores, decidiu fazer um trabalho sobre esta escola. Este trabalho, orientado pelo Rui, acabou por nos trazer mais informação e aguçar ainda mais o apetite.

 

Depois encontrei-me com o mentor do projecto, via Youtube.

 

 

É tal a diferença entre aquilo que nos é dito sobre esta escola e os modelos que conhecemos, que não podia deixar de ter esta curiosidade e vontade de visitar. Nas funções que desempenho, neste momento, essa curiosidade acresce, na medida em que tenho a obrigação de apresentar as condições que corporizem muitas das propostas que vou apresentando e defendendo.

 

E uma vez mais a Escola da Ponte aparece como referencial ímpar.

 

É uma escola muito engraçada, não tem salas de aula, não tem turmas divididas por faixa etária, não tem testes, não tem nada. Nada da escola tradicional que conhecemos. É uma escola feita com muito esmero em Vila das Aves, Portugal.

Na Escola da Ponte, as crianças decidem o que e com quem estudar. Em vez de classes, grupos de estudo. Independente da idade, o que as une é a vontade de estar juntas e de juntas aprender. Novos grupos surgem a cada projeto ou tema de estudo.

Quem ouve falar dela pela primeira vez hesita em acreditar. Surpresa maior só mesmo de quem a conheceu nos anos 70. A Escola da Ponte era uma escola muito engraçada, não tinha bancos, não tinha mesas, não tinha nada.

daqui

 

A visita correu muito bem.

Chegámos e fomos guiados pelos alunos, como sempre acontece. Depois reflectimos com a Coordenadora.

Creio poder falar por todos quando digo que é um choque entrar neste mundo, tal é a diferença entre o que conhecemos e imaginamos e aquilo que encontramos lá.

 

Aquilo que desde sempre me deixou mais curioso é a forma de trabalho dentro do projecto: salas que não são salas, professores que são bem mais que professores, muito trabalho de cooperação e, acima de tudo, AUTONOMIA do aluno.

 

É ele que escolhe o que quer aprender, quando quer e como quer.

E é ele que escolhe quando quer ser avaliado, sobre o que será a avaliação e como quer ser avaliado.

Imaginam?

 

A conclusão óbvia é a de que não chegou estar lá umas horas.

 

Mas acredito que é possível :)

As fotos são da Helena Silva

publicado por Ricardo Antunes às 22:46

imagem daqui

 

Como referi antes, vamos ter, em Viseu, um grande Encontro (lamentavelmente em simultâneo com as TEDxLisboa) com um leque de conferências que prometem muito.

 

Falo do V Congresso Internacional de Neurociências e Educação Especial da PsicoSoma.

 

Com um Programa interessantíssimo, o tema de partida é algo que há muito nos interessa: Como aprende o cérebro...

 

Programa aqui.

 

publicado por Ricardo Antunes às 16:29

A propósito do que vos disse aqui, recebi a confirmação de que aceitaram a minha candidatura.

Lamentavelmente (Muuuuiiiiiiiiito) não vou poder estar lá nesse dia, por razões de agenda. Deixo o lugar a outro.

 

Aqui por Viseu também haverá, por esses dias, coisas muito interessantes a acontecer, de que aqui darei conta em breve.

 

Desejo o máximo de sucesso às TED Talks LX, para que voltem depressa!

 

Continuo, naturalmente, muito interessado em ver e ouvir a Professora Maria Teresa Serrenho (uma das participantes neste encontro de Lisboa)


Maria Teresa Serrenho, 54 anos, é formada pelo Magistério Primário de Caldas da Rainha e iniciou com 18 anos a actividade lectiva como professora do 1º Ciclo. Depois de 15 anos de docência, fez um interregno de 9 anos, em que se dedicou a actividades empresariais como empreendedora e gestora na área da doçaria, confeitaria e licores tradicionais. Entretanto, fez o Cursos de Estudos Superiores Especializados em Direcção Pedagógica e Administração Escola, na Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, tendo regressado ao ensino em 1999.

Tem, desde 2002, exercido cargos de Direcção no Agrupamento de Escolas de Campelos, onde é neste momento Directora, Defensora da Modernização Administrativa, participou no debate sobre a Educação em Portugal promovido pelo Conselho Nacional de Educação e pertence ao Conselho das Escolas ligado ao Ministério da Educação.

Desenvolveu o seu projecto de candidatura a Directora do Agrupamento de Escolas de Campelos, centrando a sua atenção na necessidade urgente e imperiosa de mudar o paradigma da Escola, construindo uma Escola mais criativa e interventiva, que corresponda às necessidades dos nossos jovens e da nossa sociedade, uma Escola onde se sinta a responsabilidade na mudança que se tem necessariamente que fazer no Mundo.

Numa procura de um factor promotor da mudança pretendida, teve conhecimento do método dos Six Thinking Hats® de Edward de Bono. Conseguiu que todos os professores do Agrupamento tenham formação na sua aplicação no prazo de um ano, tornando-se no primeiro Agrupamento de Escolas em Portugal a introduzir, de um modo formal, as competências de pensamento de Edward de Bono na sala de aula.

 

Para os interessados, fica o endereço do Instituto De bono de onde se espalham as ideias do método dos Six Thinking Hats®.

 

publicado por Ricardo Antunes às 10:13

25
Abr 10

Ouvi, há dias, no carro (já temos M80 em Viseu  ) e arrepiei-me como dantes.

Impossível não voltar cá.

 

Tu pertences a ti! Não és de ninguém!

As vezes que eu toquei e cantei isto...

 

 

 

 

Também aprecio imenso o Zeca, o Adriano, o José Mário Branco e outros cantadores de Abril. Mas o espírito é outro.

 

Também gosto muito disto.

publicado por Ricardo Antunes às 23:07

23
Abr 10

imagem daqui

 

 

"What is most remarkable about Jaime is that even as his 'fame' grew, he never lost sight of his underlying purpose: working to have children believe in their ability to achieve at the highest levels and providing them with the instruction they needed to succeed."

Rudolph F. Crew, Chancellor, Board of Education of the City of New York

 

 

Republico aqui o texto do Professor Nuno Crato, publicado originalmente no Expresso, na sua Crónica de 17 de Abril, a propósito de mais uma figura ímpar no mundo das escolas.

 

 

 

CHAMAVA-SE JAIME ESCALANTE e o seu falecimento foi assinalado em todos os Estados Unidos com notícias de primeira página. O presidente Obama disse que disse que «ao longo da sua carreira, Jaime abriu as portas do sucesso e da continuação dos estudos aos seus estudantes, um a um, e provou que de onde se vem não tem de determinar até onde se vai.» É uma declaração que deveria ser repensada sempre que se ouve que não se deve exigir mais dos estudantes, com o argumento de que isso prejudicaria os que provêm de meios mais desfavorecidos. De onde se vem não tem de limitar até onde se vai.

Jaime Escalante foi um professor de matemática que se tornou muito conhecido nos Estados Unidos. Escreveram-se livros sobre o seu trabalho e chamaram-lhe «o melhor professor da América». A sua história foi contada num filme de grande sucesso, «Stand and Deliver», onde a sua figura foi representada pelo actor Edward James Olmos. O filme descreve a sua luta para conseguir que estudantes vindos de um bairro problemático conseguissem aprender matemática pré-universitária e assim prosseguirem os estudos. Era o chamado «Advanced Placement» (AP), um programa de estudos mais exigentes que os estritamente necessários no final do ensino secundário.

Jaime Escalante usava todos os meios para motivar os seus alunos. Conta-se que, por vezes, usava carrinhos de brinquedo para explicar derivadas, que fazia truques de cartas para expor probabilidades e que passava música rock nas aulas para apresentar funções trigonométricas. Mas nunca ficava por aí. O essencial da sua motivação era o trabalho. Dizia e escrevia que «a chave do meu sucesso com estudantes de minorias consiste apenas numa tradição simples e honrada: trabalho duro, tanto do estudante como do professor.»

Incentivava os alunos ao trabalho sem simplificar as matérias. «O cálculo não precisa de ser tornado fácil», escrevia em slogans que pendurava na sala de aula, «o cálculo já é fácil». O necessário é ter vontade de aprender, ter «ganas», como dizia aos seus estudantes de origem latino-americana.

A sua história pessoal é também admirável. Nasceu na Bolívia, filho de professores primários, e deu aulas em La Paz. Na sequência de problemas políticos no seu país, emigrou para a Califórnia, onde serviu à mesa de uma cafetaria enquanto estudava na universidade. Em 1973 licenciou-se em matemática na Universidade do Estado de Califórnia e em 1974 começou a ensinar no liceu Garfield, nos subúrbios de Los Angeles.

Em 1982, a sua turma candidatou-se ao exame avançado (AP). Todos passaram e, em 18 alunos, 7 receberam a nota máxima. Os examinadores suspeitaram de fraude e obrigaram os que quisessem manter as suas notas a fazerem de novo o exame. As notas foram confirmadas. A partir daí, as aulas do professor Escalante passaram a atrair centenas de estudantes. Os alunos vinham mais cedo e tinham lições suplementares aos sábados. O «establishment», claro, opôs-se. Os sindicatos tentaram proibi-lo de fazer «horas extraordinárias» e os teóricos da educação da Califórnia opuseram-se a que tivesse estudantes a mais nas suas aulas.

No dia em que Jaime Escalante faleceu, com 79 anos, a sua escola em Garfield ostentava orgulhosamente uma faixa, com apenas uma palavra escrita: «Ganas».
Este post inspirou-se aqui.

publicado por Ricardo Antunes às 23:03

21
Abr 10

 

Não consigo deixar de sentir um certo fascínio por esta figura.


 

Diz ele, numa entrevista, sobre os professores que teve (e para quem deve ter sido um tormento, digo eu...)

 

Fui para o liceu em 1936, foi o primeiro ano da Mocidade Portuguesa. No Camões, eu tinha professores idosos, gente formada pelo regime republicano. Tal como depois do 25 de Abril houve muita gente que entrou para as universidades, gente que eles foram buscar - o Piteira Santos, o Mário Dionísio, etc. -, também na altura eu tive como professores no Camões tipos de um radicalismo republicano terrível. Havia um tipo que era professor de matemática. Quando chegava o contínuo com uma circular da Mocidade Portuguesa para ler, qualquer coisa desportiva ou assim, ele dizia que era ele que lia, e lia aquilo com um tom importante. Não deixava o contínuo ler, e lia aquilo com uma entoação e com um ar extraordinários. Já professores como o Câmara Reis, que era professor de literatura portuguesa, era um tipo nitidamente do contra. Ou o João de Brito, que ensinava latim. Esses escolhiam os textos e davam aulas do contra.

Em casa eu não tive ambiente familiar do contra, não havia ninguém que me informasse. O meu pai não ligava nenhuma a isso. Mas eu fui abrindo os olhos, também graças a esses professores que indicavam leituras. Os professores eram muito importantes. Eu, de professores fascistas só tive um, e era um fascista um bocadinho moderado. Ensinava latim mas não sabia latim. E havia os professores padres. Tive um professor que era um espanto, era o Monsenhor Damasceno Fiadeiro, que tinha sido confessor da rainha Dona Amélia, era cónego da Sé, e era um tipo impecável. Não fazia propaganda católica nenhuma. Outro foi o Costa Nunes, que era professor de canto coral. Esse também era um tipo engraçado.

 

Aqui, num relato mais completo, num documentário da RTP2.

E para quem quiser saber um pouco mais sobre tão irreverente figura, não deixe de vir aqui.

 

publicado por Ricardo Antunes às 01:08

20
Abr 10

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...

Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,

Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,

Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...

Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto

Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Mário de Sá Carneiro

publicado por Ricardo Antunes às 14:20

18
Abr 10

 

Bem sabemos, neste mundo dos blogues, que a publicidade é o melhor remédio para se chegar onde queremos.

Uma pequena referência aqui, ou ali, num jornal ou noutro blogue, são meio caminho para abrir portas a multidões de leitores.

 

E se colocássemos o endereço do nosso blogue num lugar, digamos, menos provável?

Na Antárctida? No Projecto Galileo?

 

E se fosse num lugar tão improvável como num formulário para formação de professores? Especialmente num que terá de ser preenchido por todos os formadores? Quem se lembraria de tal coisa? E se esse formulário estivesse a ser distribuído assim há mais de 4 anos e ninguém desse por nada?

 

Ficaram curiosos? Querem saber qual é o blogue? Vão aqui, descarreguem o Ficheiro ZIP com os formulários em uso pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua e abram o QF2. Há coisas extraordinárias no meu país...!

 

Pode ser que algum leitor caridoso  inscreva o meu endereço em algum lugar de relevo...

 

 

publicado por Ricardo Antunes às 17:58

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