"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender." Pascal

09
Dez 10

Estou, como alguns sabem, de regresso ao ensino secundário.

É curioso e doloroso ao mesmo tempo.

 

Aquilo que tantos vêm apregoando sobre a escola está agora debaixo do meu nariz. E é verdade: se não acontecer qualquer coisa radical e urgente, a situação torna-se insustentável.

 

Alunos pouco ou nada motivados, quando confinados dias a fio a um regime que nada lhes diz (desde o formato ao conteúdo), acabam a rebelar-se... e os professores, agarrados a modelos rígidos, e obrigados a manter-se neles, por pressões de todos os lados, não entendem o que se está a passar debaixo dos seus olhos.

 

Turmas de alunos indisciplinados, a começar cada vez mais cedo (7.º, 8.º ano...) criam um clima de incapacidade e frustração.

Mas porquê esta aversão à escola? Não vou trazer para aqui todos os estudos sociológicos sobre o assunto (ainda que em muitos deles, haja sinais do que se está a passar), mas apenas a questão tecnológica.

 

O modelo de aprendizagem dos alunos que temos é, hoje, muito mais amplo do que aquele que os alunos tinham há umas décadas. Nativos digitais, aprenderam a receber múltiplas informações em simultâneo e a reagir em tempo real. Isso cria um confronto claro nas salas de aula, com um modelo de transmissão de informação que pouco evoluiu desde meados do século passado.

 

Poderá a escola adaptar-se a esta nova realidade?

Estaremos nós em condições de abrir a escola a novos modelos?

Se não o fizermos, corremos o sério risco de passar a ser pouco mais do que irrelevantes para uma geração inteira!

 

Espaço de estudo informal num nvo edifício escolar

 

Como se pode ver, bem longe do modelo das nossas escolas, mesmo as "renovadas".

publicado por Ricardo Antunes às 16:21

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